REGIMENTO DO XX CONGRESSO CIRCULISTA NACIONAL
 
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Regimento Interno do XX Congresso Circulista Nacional
 
1ª TESE - A PARTICIPAÇÃO E O INGRESSO DOS JOVENS NO MOVIMENTO CIRCULISTA - C. O. UDI e FTC MG
 

A participação e o ingresso dos jovens no movimento circulista

É possível notar nos dias de hoje como os jovens estão cada vez mais afastados de compromissos sociais.  A maioria se rendeu ao avanço da tecnologia e a busca de identidades individuais que os tormam cada vez mais egoístas e centrados em si mesmos.  Isso se deve em parte pela influência dos meios de comunicação na linguagem e na percepção dos jovens em relação ao grupo social que vivem e participam.
Para entender como podemos agir na busca deste jovem ao engajamento social, não podemos esquecer que a classificação social é fundamental para analisarmos os jovens que pretendemos alcançar.  Os mais pobres não tem, na maioria das vezes, acesso a certos benefícios que jovens de classe econômica um pouco mais elevado teriam como televisão por assinatura ou internet.  A educação destes jovens de baixa renda também é um fator de exclusão, pois as necessidades materiais os impede de investir  mais nos estudos e no aperfeiçoamento pessoal.  Com isso, devemos a estes jovens promover um apoio social, que futuramente pode vir a ser uma forma de agregação a instituição.

Por isso, percebemos que atividades de inclusão devem ser promovidas em nossa entidade, para facilitar o ingresso destes jovens ao nosso convívio.  Um bom projeto que conquista resultados expressivos é o esporte.  Assim, é necessário, promover parcerias com instituições públicas ou mesmo empresas particulares para que atividades esportivas sejam promovidas com jovens mais carentes e ao mesmo tempo estimular seus estudos e a participação colaborativa na construção de uma realidade nova.
Outro trabalho de inclusão que traz os jovens, principalmente estes de baixa renda é o ensino de ofícios práticos, inclusive o artesanato.  É preciso incentivo para que os jovens se tornem trabalhadores, que produzam coisas e percebam a vontade de crescimento pessoal e profissional.  Os trabalhos produzidos por estes jovens podem ser vendidos em feiras para que eles sintam que o trabalho agrega não só valor social e pessoal, mas financeiro.

Assim, os jovens de baixa renda que participarem dos projetos promovidos pela entidade social, além de se manterem matriculados nas escolas poderam ter oportunidades maiores de vida e conseqüentemente aprenderem a partilhar seus dons com outros jovens.  Com isso, nascerá o interesse de engajamento na entidade para que seu trabalho também possa gerar frutos a outros jovens.
A classe de jovens pertencentes a um patamar de vida médio, que possuem acesso a certas comodidades da modernidade, como computador, internet e uma educação, mesmo que pública, de excelência, estão aptos a se disporem ao serviço voluntário de assistência aos que mais precisam de apoio para adquirirem oportunidades iguais. 

}A estes é necessário criar um plano de trabalho que os conquiste a participar de atividades sociais e comunitárias.  Por isso, é preciso envolve-los naquilo que eles mais sabem fazer, ou seja, participação social fraterna.

A participação social fraterna nada mais é do que a construção da amizade, do interesse em coisas comuns e ao mesmo tempo um estimulo de mudança da realidade estacionada no apenas acúmulo de valores. É preciso fugir da individualidade e conquistar a verdadeira atitude comunitária que norteia o desejo de se engajar em alguma causa.

Buscamos um jovem com esse perfil que já esteja engajado em algum movimento social, como os grupos de jovens das nossas comunidade religiosas. Estes jovens, de certa forma, estão aptos a aderirem com maior firmeza um compromisso social. 

E por meio de seus talentos, podem oferecer apoio a projetos que envolvam os jovens de baixa renda para que estes também venham a participar como colaboradores.

O Círculo Operário precisa se aproximar destes grupos e apresentar seu plano de atuação e seus objetivos como entidade social.  Convidar estes jovens a participar de seus projetos e também oferecer espaço para que estes tragam suas idéias ao convívio do Círculo Operário.

Assim, precisamos promover: atividades de integração; campeonatos de equipes; incentivos educacionais; colaboração de conhecimento e transmissão de valores. 

A conquista do jovem acontece quando eles acreditam realmente que a onde estão é uma fonte de crescimento e de maturidade e que podem conquistar muita coisa pertencendo e trabalhando de maneira mais comunitária e conjunta.  É preciso mudar os paradigmas atuais e arriscar em novos conceitos.

Autores:
 Círculo Operário de Uberlândia,  e
 Federação de Trabalhadores Cristãos de MG.

 
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1ª TESE - A participação e o Ingresso dos Jovens no Movimento Circulista - C. O. UDI e FTC MG
 

2ª TESE PARA CONGRESSO CIRCULISTA DE JULHO DE 2012

 
Considerações sobre o tema

Tecendo uma Nova Sociedade foi o tema do XIX Congresso Nacional Circulista realizado em João Pessoa, Capital do Estado da Paraíba em julho do ano de 2008. Seu conteúdo, entretanto se bem analisado já espelhava a pretensão do fundador do Movimento, o Padre Leopoldo Brentano no ano de 1932.

Estamos no momento considerando o significado do tema em 3 aspectos principais da existência do Movimento.

I)    Em sua Gênese;
II)   Em sua Evolução Histórica;
III)  Em seu funcionamento em relação a sucessão das gerações.

I ) GÊNESE
Deve-se sua gênese como sabemos ao afloramento da questão social na sociedade capitalista, supervalorizando o capital cuja conseqüência era a desvalorização da pessoa humana como força produtiva explorada sem limites pelos que detinham o poder e lutavam para manter seus privilégios acumulando grandes fortunas, acrescidas da garantia elitizada da condição social e do monopólio das conquistas políticas.

Ante a Doutrina Marxista que apontava como meta a busca de uma prática humanista através da análise objetiva da realidade social, omitindo e / ou mesmo negando uma proposta social, que apontando os desvios da estrutura social vigente, desconsiderando fundamentos teológicos como força propulsora para a transformação social, surge no cenário Universal, no seio da Igreja Católica o Papa Leão XIII, que fundamenta a análise de realidade em pauta no pensamento Cristão, tornando-se o autor de um dos primeiros documentos pontifícios ; senão o primeiro: as Encíclicas Sociais. Estas, com severas críticas ao processo de produção capitalista, assinalando o compromisso da Igreja de se criar uma nova sociedade. Surgiram ao mesmo tempo outros documentos pontifícios e produções leigas que defendiam radicais mudanças nas relações sociais de trabalho.

Enquanto a ótica dos adeptos do pensamento materialista viam a transformação social, através da força, dos conflitos e do ódio entre as classes sociais, o Movimento Circulista surge com os Círculos Operários Católicos, sendo o 1º a ser criado em Pelotas – RS em 1932, propondo semelhante mudança mediante compromisso com a Doutrina Social da Igreja.

Torna-se aqui importante considerar que a força dos excluídos na sociedade por qualquer fator nasce antes de tudo , da verdadeira solidariedade entre eles mesmos, antes da organização para destruir através do ódio e da violência a força que injustamente os escraviza.

O Padre Leopoldo Brentano recebeu fortes críticas de pensadores que defendem a transformação social, porque propunha esta mudança abominando a luta de classes.

Vale lembrar aqui a tática de Nelson Mandela, na luta contra o Apartaid e ao mesmo tempo o slogan da Central Latino Americana de Trabalhadores ( CLAT ), que no final do último milênio, manifestou sua expressão política, através da articulação com o Movimento Circulista na Federação dos Trabalhadores Cristãos do Estado do Rio de Janeiro, declarando que um dos fundamentos básicos para as mudanças sociais desejadas, é a verdadeira solidariedade entre os próprios trabalhadores. Também o saudoso D. Helder Câmara em seus anos de existência como Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro, deixa-nos o lembrete: “ Ninguém é tão pobre que não tenha o que doar, nem ninguém é tão rico que não tenha o que receber “ .

Podemos no final do relato deste item, sentir nos termos “ Tecendo um nova Sociedade “  um atenuante a inspiração ao ódio, a guerra e ao terror que nos indicia o termo Luta de Classes.

O Hino Circulista nos deixa claro este qualificado e saudável atenuante em seus versículos, como podemos sentir ao repeti-los com o canto dos mesmos no início das nossas atividades.

II ) EVOLUÇÃO HISTÓRICA

No segundo item desta abordagem é de fundamental importância registrar na época Getulista sua contribuição para formulação da Legislação Trabalhista que evolui historicamente, sendo importante ter recebido aos 15 de maio de 1941, a prerrogativa de Órgão Técnico e Consultivo do Ministério do Trabalho, Comércio e Industria pelo então Presidente Getúlio Vargas.

Contou no Rio de Janeiro, na época capital da República, para consolidação da sua formação como movimento social, com a colaboração expressiva do escritor Católico Alceu Amoroso Lima, o Tristão de Athayde como provam escritos por ele deixados, evidenciando seu envolvimento na busca da Defesa dos Direitos dos Trabalhadores.

Em consonância com os movimentos sociais Católicos, JOC , JUC, ACO, etc. influenciou de forma decisiva a criação dos Sindicatos Brasileiros.

Funcionaram sobre orientação dos Jesuítas as Escolas de Líderes Operários ( ELO ), com cursos periódicos tendo uma delas funcionado na PUC – Rio de Janeiro com o Padre Pedro Belisário Velloso Rebello, a qual deve-se a formação de muitos líderes sindicais. Informações não oficiais alegam que o ex presidente Lula foi aluno de uma delas, o que nos leva a entender que o ABC Paulista, tenha recebido algum reflexo da diretriz dos mesmos.

O Movimento Circulista do Brasil teve como um dos diretores da Confederação, o metalúrgico Expedito Pedreira Aleluia falecido no final da década de 1980, que foi também presidente da Federação de Trabalhadores Cristãos no Estado do Rio de Janeiro.

O Movimento em seu fundamento básico deve pautar suas ações na Doutrina Social da Igreja mantendo fidelidade aos seus princípios no que diz respeito a Questão Social.

III ) FUNCIONAMENTO EM RELAÇÃO A SUCESSÃO DAS GERAÇÕES

Neste último item da abordagem estamos colocando em pauta uma questão básica para continuidade do Movimento, focalizando sobretudo as faixas etárias que consideramos pólos para a mesma: os idosos, depositários do conhecimento das lutas do passado e os jovens em formação, gestores de um mundo novo e portadores de uma cultura em transição que persegue por todos os  meios a garantia da sobrevivência de acordo com o que diz respeito a Dignidade da Pessoa Humana. Entre outros órgãos tais como, ONGS, Sindicatos, temos em tese as propostas dos Conselhos, sendo citados: Conselhos da Infância, da Adolescência e da Juventude e Conselhos de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa existentes em várias localidades do país, sendo que no Rio de Janeiro, o Circulo de Trabalhadores Cristãos CS-RJ é membro integrante do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa e do Fórum Estadual de Idosos do mesmo Estado.

O que acabamos de expor, pressupõe a realização freqüente de seminários de formação Circulista , cujo conteúdo seja relacionado a ação governamental, parcerias e intercâmbios com iniciativas congênere da Sociedade Civil e mais atentamente, a análise da relação do Movimento Circulista com a Igreja Católica, a Doutrina Social da Igreja, a elucidação do ecumenismo, a evolução histórica de órgãos agregados a Igreja Católica, ou por ela fundamentados em sua ação tais como : Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, Pontifícia Universidade Católica, Círculos Operários Católicos, etc. no seu compromisso com a Educação e com o combate as desigualdades sociais.

Teremos então desta forma um instrumento prático  coerente com o que denominamos     “ Tecendo uma Nova Sociedade “, em nosso Congresso realizado em julho do ano de 2008.

Autor:
Círculo de Trabalhadores Cristãos do Centro Sul - RJ

 
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2ª TESE - Tecendo um Nova Sociedade - CTC Centro Sul - RJ
 
3ª TESE DEFENDIDA PELO MOVIMENTO CIRCULISTA QUE FAZEM A REGIÃO NORDESTE, DISCUTIDA NO PRÉ-CONGRESSO DE 01 A 03/03/2012 REALIZADO EM RECIFE/PE
 

Tema:
REDEFINIR O PAPEL, OBJETIVO, MISSÃO, VISÃO E VALORES DOS CIRCULOS, DAS FEDERAÇÕES E DA CONFEDERAÇÃO CIRCULISTA NACIONAL, ATRAVÉS DA PROFISSIONALIZAÇÃO.

 

Não temos como precisar como efetivamente surgiram as atividades sociais, alguns pesquisadores defendem que elas apareceram com a criação das organizações que tem uma obrigação tácita com a sociedade, uma vez que elas fazem parte de um contexto social, e devem contribuir para o progresso, crescimento e desenvolvimento social e econômico que estão inseridas dentro dos princípios éticos.

A maioria das Organizações visa e acham que seu objetivo principal é gerar riqueza através do retorno financeiro, aos proprietários e acionistas como forma de remuneração do capital investido, com isso crescia a busca cada vez maior pelos lucros exorbitantes.

Inicialmente tínhamos como concepção que o papel social destas entidades era apenas pagar salários e tributos, que as mesmas estariam contribuindo para a sociedade como um todo. Como a quantidade de empresas era bem menor, e a demanda cada vez maior de profissionais e de pessoas não qualificadas, acabou ratificando este paradigma, quando na verdade o que se via era uma desigualdade social cada vez maior.

A fim de amenizar essa desigualdade social galopante, eis que surgem as entidades sem fins lucrativos, cujo objetivo maior é integrar, na sociedade os excluídos, esquecidos, desamparados e etc...com um objetivo tão nobre, atraiu a atenção dos Governos, da Igreja e das Ong’s (organização não Governamental), que não pouparam recursos para ajudar aquelas entidades a cumprirem seu papel social, principalmente aquelas que estavam ligados a Igreja como é o caso dos Círculos Operários, que foram criados com o braço forte da Igreja Católica, e o que não faltava era doações de terreno e recursos cada vez maiores para estas entidades.

Posteriormente veio a revolução Industrial, a globalização da economia, a modernização e a evolução em massa dos meios de comunicação, através da televisão, internet, satélites e outros, em decorrência destas mudanças surgiam cada vez mais novas empresas, os postos de trabalho aumentaram, mas, as quantidades de operários, nos processos de produção exigida, eram cada vez menores, em decorrência da evolução das máquinas e dos processos de industrialização, comércio e prestação de serviço, causados pela Revolução industrial e Globalização da economia e comunicação em tempo real. Começa então novos problemas sociais, além do desemprego os que têm alfabetização não tem qualificação profissional, e passa a ter vários tipos de analfabetos: Os quem não sabe ler e escrever, os que não conhecem nada de informática, os que não sabem outros idiomas etc...

Com o crescimento das empresas privadas, crescem também as entidades com objetivos sociais, não para diminuírem a desigualdade social, mais Infelizmente para se aproveitarem do momento financeiro e juntamente com políticos corruptos desviarem e enriqueceram a custa de “entidade filantrópica” de fachada, como temos visto diversas vezes através da mídia.

As empresas por sua vez começaram a pensar mais socialmente, revendo seu papel junto á sociedade e começaram a destinar parte dos seus lucros para atividades sociais, investindo em entidades sem fins lucrativos, no entanto para se protegerem de corruptos e ter a certeza de que seus recursos, destinados para fins sociais, estavam realmente sendo empregado para objetivos sociais, criaram mecanismo de Concessão de Recurso através de projetos, acompanhamento da execução dos trabalhos, Auditoria e prestação de contas através de relatório e documentos contábeis, para que seus acionistas, que cada vez são mais exigentes, aprovassem suas contas.

A concessão, acompanhando a prestação de contas pelas empresas privadas se estenderam aos governos que eram no passado e continua sendo grande investidores de recursos para as entidades com cunho social, para liberarem tais recursos, exigem que, além da documentação estarem rigorosamente em dias, com suas certidões, cadastro, contabilidade, auditoria e etc., se faz necessário ainda uma prestação de contas bem definida com documentos idôneos e pareceres justificados dos recursos aplicados, além da apresentação de projetos e execução.

Como os Círculos Operários, as Federações e a Confederação, não acompanharam a evolução, nem nunca se organizou para manter a unidade integrada destas unidades, se perdeu em suas finalidades, Missão, Visão e a manutenção de seus valores e manutenção de seu patrimônio, que vem se deteriorando ano após ano, sendo tomados por terceiros como é a realidade da maioria dos Estados.

É neste sentido que entendemos que precisamos profissionalizar, o Movimento Circulista, quer nos Círculos, como nas Federações e Confederação Nacional, para que possamos buscar de forma Unificada, clara, Organizada e Objetiva os meios de Gerir nossa entidade de forma, Ágil, Transparente e ética, buscando recursos financeiros e os meio operacionais necessários para recuperarmos nossa entidade, reconstruindo um novo Movimento Circulista, adequado às novas realidades sociais e econômicas através de diversas ações, entre elas:

  1. Redefinir, o papel, o objetivo, a missão, a visão e valores de cada uma das esferas: dos Círculos, das Federações e da Confederação Nacional, traçando um planejamento estratégico abrangendo todo movimento circulista;

  2. Definir procedimentos de gestão, através de manuais padronizados dos processos administrativo, tecnológico, contábil e organizacional do Movimento Circulista;

  1. Informatizar toda a base territorial, onde se encontram os Círculos Operários, padronizar os meios e software de comunicação, a fim de proporcionar a comunicação fraterna entre os Círculos e o Circulista, fazendo um intercambio nacional de relacionamento, entre os círculos e entre os circulistas;

  1. Qualificação do profissional circulista a nível nacional, para profissionalização, padronização e manutenção das novas diretrizes, que serão implantadas.

 
Recife, 15 de Abril de 2012.

Autor:
Nivaldo Antônio dos Santos

Presidente da FECOPE.

 
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3ª TESE - Redefinir o Papel, Obj., Missão, Visao e Valores dos Círculos - Nivaldo FECOPE
 
4ª TESE
DE BAIXO PARA CIMA: UMA OUTRA FORMA DE RECONSTRUÇÃO DO MOVIMENTO CIRCULISTA
  1. Justificativa teórica

Já faz quatro décadas que se iniciou um processo de desconstrução do movimento circulista através, principalmente, da gradativa extinção do seu papel original e, inclusive, da sua denominação.  Hoje, praticamente não existem nem sequer comuns sobre os quais os circulistas podem conversar, além das coisas do passado.  O que é, hoje, ser circulista?  O que é, hoje, um círculo operário?  O que significa mística circulista?  Assim, desse longo período de isolamento resultou uma diversidade e pluralidade de modos de existir circulista.  A diversidade é boa, mas para ser movimento ou rede precisa ser diversidade na unidade.  E, por ora, a unidade que se tem é uma tese aprovada sobre a necessidade de uma nova concepção de desenvolvimento -  que é o sistema de desenvolvimento local -; a idéia de trabalhar em rede; e a pedagogia de projetos.  Apesar de haver também uma tese aprovada sobre as denominações dos círculos operários e das instâncias de organização do movimento, até agora foi pouco implementada.  De modo que ainda não temos uma denominação comum para os círculos, federações e confederação.  Assim, enquanto não tivermos alguma coisa mais forte que nos uma, corremos risco de fragmentação.

Uma das formas de reiniciar a reconstrução de relações circulistas é através de assuntos teóricos e metodológicos que podem expressar aquilo que nós, hoje, escolhemos ser e praticar.  Dentro disso está, por exemplo, a concepção de desenvolvimento local, que é uma nova idéia de desenvolvimento das pessoas, dos coletivos e das comunidades humanas.  Este caminho, todavia, exige uma espécie de desenvolvimento intelectual acadêmico que não temos desenvolvido através das nossas tradições.  É claro que não é uma coisa difícil ou impossível.  Apenas é mais trabalhosa.  Assim, o sistema de desenvolvimento local, o trabalho em rede e a pedagogia de projetos é uma porta que precisa ficar aberta porque existem círculos operários e federações que já estão incorporando isso nos seus projetos políticos institucionais e nas suas práticas sociais.  Esta proposta de reconstrução do movimento circulista através da construção de novas concepções das coisas pode ser compreendida como perfazendo um movimento de cima para baixo.

Uma outra forma de reconstrução do movimento circulista é através do movimento “ de baixo para cima”.  O movimento de cima para baixo faz maior uso da teoria; e o movimento de baixo para  faz maior uso da prática social e da metodologia contida nela.  Mas, que metodologia é essa?  Bem, o desafio agora é o de construir um esboço d uma proposta metodológica.

Assim, de cima para baixo significa começar pela construção de uma teoria acerca da concepção das coisas que se quer praticar; e, de baixo para cima significa começar pela construção de uma prática social.  É a pedagogia da teoria-prática.  Assim como toda a teoria pode ser praticada, toda a prática pode ser teorizada.  De baixo para cima significa, literalmente, teorizar a prática.  Teorizar a prática também significa, de algum modo, construir uma concepção daquilo que se está praticando.

Sistematização de prática social é o nome que se dá quando se teoriza uma prática.  A sistematização mostra se vale a pena continuar praticando aquilo, ou que avanços e modificações precisam ser feitos, tendo em vista os resultados que se quer conseguir em termos de impacto e de transformação social.  Esta análise testa a consistência da prática em termos teóricos, pedagógicos, políticos e metodológicos.
Quando se realiza uma sistematização, obedecendo tecnicamente a metodologia, tem-se como resultado o que se denomina de tecnologia social.  E uma tecnologia social pode ser replicada em outros lugares e contextos.  Assim, um círculo operário que sistematiza a sua prática, transforma a sua prática em tecnologia social, que pode ser replicada por outros círculos operários, se o desejarem.  Reconstruir o movimento circulista de baixo para cima, neste caso, significa que precisamos aprender a sistematizar as nossas práticas.

Assim, na medida em que os círculos operários começarem a teorizar as suas práticas e, igualmente, os círculos operários começarem a replicar, se inicia um movimento de construção de alguns consensos teórico-práticos necessários para a construção do projeto político pedagógico institucional do movimento.  É uma caminhada que começa a haver alguma unidade em termos de projeto político institucional, tanto dos círculos operários singulares, como também do movimento como um todo.  E esses componentes que apontam consensos começam a minimizar os risos de fragmentação.

  1. Justificativa metodológica

A questão metodológica pode ser vista desde como muito simples, até como algo mais complexo.  O aspecto simples diz respeito à prática em si.  Podemos agora entrar em acordo no sentido de que, só podemos considerar que um círculo operário de fato existe se ele estiver praticando socialmente alguma coisa.  O entendimento de prática social significa que ele está contribuindo com alguma coisa para o desenvolvimento das pessoas e da sua comunidade.  Mas, veja, desenvolvimento não significa apenas dar comida, bebida, roupa e cama.  Istoé apenas assistência.  Isso é direito de todo o cidadão.  Desenvolvimento significa contribuir para que as pessoas e as comunidades cresçam e evoluam em termos de entendimento, compreensão e consciência acerca de si mesmos e das coisas da vida, no sentido de uma participação ativa no âmbito da cidadania.  Outro exemplo, tirar o jovem da rua.  O problema não é apenas tirar o jovem da rua, mas onde colocar este jovem.  E, colocar não somente no sentido de espaço, mas de construção de sentido para a sua vida.

Embora a proposta de sistematização é bem mais complexa do que isso, entretanto, para a presente finalidade pode-se iniciar por esse dois aspectos:

  1. Qual é a idéia ou a concepção daquilo que se está praticando?

Esta pergunta incide diretamente sobre o objeto da prática.  A preocupação acerca do objeto da prática faz com que se busque compreender sempre mais e melhor o tema, o motivo e a razão da prática. Por exemplo, o que é hoje ser criança, jovem, adulto e idoso?  O que significa ter saúde?  E, a partir disso, como construir pedagogias circulistas para que se possa dizer:  este é o diferencial da nossa prática.  Ou, esta é a nossa concepção circulista de educação, de saúde e assim por diante.  Somente assim é que um círculo operário pode começar a realmente saber o que o outro está fazendo e pode despertar a vontade de também desejar fazê-lo.

  1. Quais as atividades que estão sendo realizadas na construção de sentidos e finalidade para esses sujeitos e coletivos com os quais trabalhamos, em termos de auto-emancipação e protagonismo para uma cidadania ativa?

Cada atividade é dotada ou não de consistência teóricas, metodológicas, pedagógicas e políticas.  É a análise da atividade que vai mostrar a presença ou não de cada uma destas potencialidades.  Baseado nisso, se pode ou reformar aquela atividade, ou descartá-la para criar uma nova.  Depois de realizada a análise de todas as atividades, pode-se ter uma idéia do potencial do conjunto delas dentro dos objetivos e finalidade do projeto.

Do conjunto de atividades pode-se extrair os objetivos de onde se quer chegar e das coisas que se quer conseguir e alcançar.  Como se pode perceber, há uma íntima relação entre a idéia ou a concepção daquilo que se está praticando e o conjunto de atividades do projeto.  Baseado nisso, pode-se começar um debate mais amplo sobre, por exemplo, o que é um idoso, construir pedagogias para trabalhar com o idoso.  E assim sucessivamente: criança, jovem, gênero, lazer, saúde.

Autor:
FCORS – Federação dos Círculos Operários do Rio Grande do Sul

 
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4ª TESE - De baixo para cima; Uma outra forma de Reconstrução do Movimento Circulista - FCORS
 
5ª TESE SUGESTÕES PARA UM CURSO DE FORMAÇÃO CIRCULISTA ESCOLA NACIONAL DE FORMAÇÃO CIRCULISTA
 

RESUMO HISTÓRICO                  
 
O Movimento Circulista durante o período da ditadura militar (1964-1985), para não sofrer maiores prejuízos, segundo companheiros ex-diretores da CBTC e de Federações que presenciaram o início dessa situação político militar que ora se implantava, bem como de alguns assistentes religiosos e simpatizantes com os quais tivemos a oportunidade de conviver, confirmaram que tiveram como uma das últimas orientações transmitida pela CNCO-Confederação Brasileira dos Círculos Operários para as suas bases, não como uma ordem determinante, que teria de ser obedecida a qualquer custo, mas como uma forma cautelosa e silenciosa que tinha como objetivo principal, ultrapassar um período obscuro que muitos acreditavam não ser muito longo. 

          A orientação era “fingir-se de morto”.  Ou seja, cada organização circulista, principalmente as situadas nas grandes cidades, para não terem suas portas fechadas de forma agressiva e suas diretorias sofrerem constrangimento, deveriam ter suas atividades sociais voltadas essencialmente para o atendimento assistencial dos associados e da comunidade e para comemorações de caráter familiar, tudo sem muito alarde.  Reuniões, seminários, assembléias, atividades formativas e de liderança deviam ser evitadas.

A ditadura militar atingiu o Movimento Circulista em cheio, quando estava no seu desenvolvimento pleno, no seu apogeu, e em pouco tempo conseguiu desarticulá-lo. Naquela época além da CNCO-Confederação Nacional dos Círculos Operários que tinha sede no bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, existiam também, 16 Federações e 408 Círculos Operários funcionando em quase todos os Estados brasileiros, perfazendo um total de 408.000 associados.  A Confederação sempre foi considerada como um elo muito forte de ligação e união entre todas as organizações circulistas.  Desenvolvia junto com as Federações a coordenação, orientação e a disciplina hierárquica das organizações de base – os Círculos Operários.

MUDANÇA DE NOMENCLATURA Com poucas alternativas, as principais lideranças circulistas, juntamente com os Padres - Assistentes Religiosos e simpatizantes, convocaram a XII Assembléia Geral Ordinária da Confederação Nacional dos Círculos Operários, que foi realizada no dia dez (10) de julho de 1964 – Ata da 2ª Sessão, realizada no dia onze (11) de julho de 1964, deliberaram a transformação do nome da Confederação Nacional dos Círculos Operários para Confederação Brasileira de Trabalhadores Cristãos, com a sigla CBTC, aderindo de uma nova ideologia oriunda da Alemanha.  Ideologia esta que trazia no seu bojo uma democracia sedimentada em valores cristãos; era apoiado pela hierarquia da Igreja Católica e que de certa forma era tolerada pelo regime ditatorial.  As Federações dos Círculos Operários foram orientadas a seguir a CBTC, ou seja, substituir o termo “Operário” da sua nomenclatura por “Trabalhadores Cristãos”, uma vez que o termo “Operário”, no entender dos órgãos de segurança, imprimia uma conotação ideológica que poderia confrontar com a nova orientação política recém instalada.  Todavia, tal deliberação, devido desarticulação já em curso, dificuldade de comunicação entre todas as organizações circulistas e posições políticas regionais, resultou que a adesão não aconteceu como o planejado.  O fato foi que, apenas as Federações dos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo cumpriram esta deliberação.  Os estados do Amazonas, Pará, Piauí, Bahia, Goiás, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul permaneceram com a mesma denominação.
Foram vinte anos, praticamente uma geração.  As transformações foram acontecendo de acordo com a orientação governamental apoiadas pelos grupos políticos de sustentação.  Somente a partir da metade do mandato do último governo militar que as discussões coletivas começaram a ressurgir em alguns setores da sociedade de forma mais contundente.  No meio circulista, muitas organizações, aceitaram a orientação “fingir-se de morto” de tal forma que muitas morreram mesmo.  Desapareceram.  
     
                   Passado este período, o Movimento Circulista através das suas fiéis lideranças, dos seus militantes, de religiosos e políticos, não durou muito tempo para uma dura realidade ser constatada.  O Movimento Circulista não era mais o mesmo.  Dos 408 Círculos Operários havia apenas 250 unidades.  Algumas Federações deixaram de existir assim como uma boa parte dos Círculos Operários.  O que se observou também foi que a grande maioria dos Círculos Operários restantes estavam com as suas Diretorias envelhecidas, incompletas, sem atividades e sem perspectivas; os patrimônios arruinados e praticamente quase todo o seu quadro social estava desarticulado e desinteressado na busca de novas bandeiras, de novos horizontes.  A relação dos Círculos com as suas respectivas Federações, devido muitas vezes à distância e ao tempo em que ficaram sem comunicação era quase inexistente.  Com a Confederação, então!

                   A ELO - Escola de Líderes Operários com toda a sua pujança, que funcionava na sede da Confederação em Santa Teresa, no Rio de Janeiro, teve que, por força maior, fechar as suas portas.  Consequentemente as principais lideranças circulistas, professores, monitores e outros responsáveis pelos cursos de liderança ficaram sem atividades. Desestimulados tomaram outros rumos, como por exemplo, sindicatos, pastorais e outras organizações sociais.
                    
A FORMAÇÃO CIRCULISTA                   
A espinha dorsal do Movimento Circulista sempre foi a formação e a capacitação da classe trabalhadora nos vários campos do conhecimento.  Com a desarticulação e desativação da sua atividade principal, outros pontos importantes foram também fortemente atingidos, como por exemplo: o controle e preservação do patrimônio imobiliário circulista e toda a cadeia de comunicação e informação existentes, como jornais, boletins, publicações da ELO, entre outros.

                   Com o retorno à democracia de maneira ainda incipiente, muitos dirigentes e ex-dirigentes circulistas, de Círculos, Federações e da Confederação  acreditavam que somente o investimento no aperfeiçoamento dos atuais dirigentes e a formação de novos quadro circulistas, principalmente de jovens, poderia conduzir para uma posição de estabilização e renovação do Movimento Circulista uma vez que no geral, apresentava-se bastante envelhecido.  Neste sentido, várias parcerias com organizações de trabalhadores nacionais e internacionais foram firmadas tendo como objetivo principal a formação de novas lideranças circulistas.  Entre as principais organizações que a CBTC estabeleceu parceria, podemos citar por exemplo: o IPROS/CAT - Instituto de Promoção Social, órgão de apoio inicial da Coordenação Autônoma de Trabalhadores, que posteriormente transformou-se em Central Sindical, denominada de Central Autônoma de Trabalhadores com sede na capital paulista; a UTAL/CLAT - Universidade dos Trabalhadores da América Latina, unidade de formação da Central Latino Americana de Trabalhadores, situada na Venezuela e o INCASUR - Instituto de Capacitação Social do Sul, com sede na Argentina.  Estas parcerias ajudaram muito os participantes, entretanto, tendo em vista a falta em grande parte de quadros compromissados com o Movimento Circulista, de uma estrutura administrativa eficaz e, sobretudo da falta de recursos financeiros, os objetivo não foram alcançado completamente.  Outras iniciativas formativas desenvolvidas pela CBTC foram realizadas, como: Palestras, Encontros, Seminários e Cursos.  A prata da casa, que sempre era questionada foi valorizada e utilizada como formadores circulistas, juntamente com acadêmicos, assistentes religiosos e políticos entre outros. Contudo os resultados alcançados em termos de renovação de quadros para o Movimento Circulistas foram insuficientes. Neste sentido é imperioso que seja criado dentro do organograma da CBTC uma Escola Nacional de Formação Circulista ou algo equivalente,  com gestão democrática, que tenha sustentação e orientação fundamentalmente dirigida para a formação de quadros circulistas e que, para tanto, entre outras especialidades deverá possuir os requisitos básicos como: Estrutura Curricular, Infra-Estrutura, Corpo Docente e Recursos Financeiros.  A idéia é de que neste primeiro momento, se promova um Curso de Gestão Circulista que seja ministrado com o máximo de oitenta (80) horas aulas, aproximadamente duas semanas voltadas especificamente para dirigentes circulistas, teria como público alvo preferencial, circulistas de ambos os sexos com idade em torno de quarenta e cinco (45) anos, com escolaridade igual e/ou superior ao ensino médio (2º Grau).

Estrutura Curricular: este Curso de Gestão Circulista teria um Currículo disciplinar composto de disciplinas básicas, como sugestão: Noções de Informática, Conhecimento Básico de administração, com ênfase na elaboração de projetos, conhecimento Básico de Economia, Conhecimento Básico de Contabilidade, Introdução ao Direito Administrativo, Noções de Políticas Públicas e Sociais, Noções de Sociologia, Língua Portuguesa e Oratória.  No que tange essencialmente ao Circulismo, pode-se elaborar um Currículo em que possam ser apresentados trabalhos sobre a conjuntura atual do Movimento Circulista e a sua situação no rol dos demais movimentos sociais. Trabalhos que mostrem também a nossa história, nossos feitos, nossa participação no contexto histórico visando a consolidação das leis trabalhistas em prol da classe trabalhadora brasileira.  Da mesma forma não se pode esquecer de apresentar nesta conjuntura disciplinar o nome do fundador, os  nossos patronos e discutir os Estatutos e a Carta de Princípios e Valores Circulistas e a Mística Circulista.

Infraestrutura: Criada a “Escola Nacional de Formação Circulista”, as dependências funcionarão em espaço contíguo a sede da CBTC em Brasília, e terá todas as condições de acolhimento e acomodação de todos os participantes oriundos de todas as partes do Brasil. Para tanto precisará de alojamentos confortáveis, secretaria específica, salas e equipamentos adequados para tal.     

Corpo Docente: deverá ser constituído, preferencialmente, de quadros circulistas, experientes e de conhecimento comprovado.  Entretanto, algumas parcerias com certeza deverão ser realizadas com instituições de ensino no sentido de preencher possíveis falta na composição do quadro de professores.

Recursos Financeiros: quis o destino que nesse início da segunda década deste milênio, que a Diretoria da CBTC na busca incessante de alternativas para sua auto-sustentação, através do planejamento estratégico descobrisse que na potencialização do seu patrimônio imobiliário estaria o caminho e a solução para a captação dos recursos financeiros necessários para a aplicação do seu plano de ação. Nesse Plano de Ação, entre os seus objetivos consta a construção de políticas e praticas circulistas, em especial, a implantação e o desenvolvimento de cursos de formação circulistas, a partir das bases.     

Todos os Círculos deverão ser incentivados e sobretudo apoiados por suas respectivas Federações e pela Confederação, no sentido de promoverem os Cursos iniciais de formação circulista, tendo na sua programação a história do seu próprio Círculo, enaltecendo a sua vocação inicial, os trabalhos desenvolvidos, suas Diretorias e outros pontos considerados importantes.  As Federações Circulistas por sua vez, deverão ter nos seus planejamentos o compromisso para realizar pelo menos um Curso anual com os associados indicados pelas suas respectivas bases.  Os Cursos ministrados nas bases têm a sua importância e são através deles que serão escolhidos possíveis candidatos para o Curso num estágio mais avançado, isto é, no âmbito da Federação e que terá o reconhecimento de nível intermediário.  O Curso ministrado pela Escola, terá uma conotação de “nível superior” e nele serão discutidas as principais questões e conteúdos considerados importantes para nova prática e postura do Movimento Circulista diante dos acontecimentos atuais. 

O Movimento Circulista sempre priorizou entre as suas atividades a formação.  Tanto é que em quase todas as Federações existia uma ELO - Escola de Líderes Operários que foram extintas durante o regime militar, inclusive a ELO Central, que funcionava no bairro de Santa Teresa, no estado do Rio de Janeiro.  Era de lá que emanava toda orientação através da publicação de livros e outros documentos de natureza formativa.  Desde então nada mais foi editado que tivesse esta mesma finalidade.

A grande maioria das Organizações Circulistas então localizadas no centro das cidades e em bairros importantes, ocupando grandes áreas.  Em Brasília não é diferente.  A CBTC possui na Capital Federal, em um bairro nobre, uma área de 10.500 m² onde está situada a sua sede, na qual parte desta área poderá ser disponibilizada para a construção da Escola Nacional de Formação Circulista.

A construção da Esta Escola Nacional de Formação Circulista vai na mesma direção do que estão fazendo o governo federal e estadual na formação e especialização do seu funcionalismo público, que tem como objetivo principal despertar a consciência dos mesmos em relação ao zelo pela coisa pública e o atendimento qualificado dos cidadãos.  As empresas de médio e grande porte por sua vez, também, investem na formação de sua mão-de-obra especializada objetivando claramente melhoria dos seus investimentos financeiros de acordo com sua área de atuação.  

Autor:
Antônio Rodrigues da Silva Filho
Presidente da CBTC

 
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5ª TESE - Sugestão para um curso de Formação Circulista - Sr. Antonio Rodrigues - CBTC
 
6ª TESE UMA CBTC FORTE, OBJETIVA E DEMOCRÁTICA
 

Em 1937 a CBTC com a vontade massiva das Federações Circulistas, do alto clero da Igreja Católica e o apoio de intelectuais católicos, já nasceu forte.  Foi uma das primeiras sementes dos movimentos sociais do Brasil. Surgiu como uma organização social de trabalhadores baseando-se em princípios e valores do pensamento cristão, humanista e social para lutar pela libertação e promoção integral da classe trabalhadora; pela transformação da sociedade, convencida de que pessoa e sociedade estão intimamente relacionadas e que, não pode haver libertação pessoal sem transformação na sociedade. 

Assim sendo, isto adquire, a cada momento uma importância e uma responsabilidade renovada do que se quer para o Movimento Circulista hoje.  O mundo todo está passando por uma transformação científica e tecnológica, com uma velocidade incomparável, baseada fundamentalmente na eletrônica e na informática, as quais estão transformando radical e rapidamente o ordenamento econômico, social e político, as estruturas de emprego e em uma nova composição da classe trabalhadora no Brasil e em outros países. 

          É visível constatar que neste novo ordenamento e nesse período, foram aparecendo uma nova classe trabalhadora que apesar do índice de empregos está em níveis muito abaixo da média dos países tidos como desenvolvidos, somado com os esforços dos governos federal, estaduais e municipais em minimizar  cada vez mais esta situação, um grande setor social ainda não tem trabalho estruturado e estável, salários ou proteção social.  É um setor de trabalhadores em que não são sindicalizados e que por sua vez não tem emprego, salário e proteção social.  São os chamados trabalhadores informais, sem carteira assinada.  Os moradores de rua, os usuários de drogas entre outros estão aí clamando também por proteção social. Uma categoria que também deve ser olhada com bons olhos são os aposentados, que compõem a chamada terceira idade.

O Movimento Circulista deve de uma forma ou de outra olhar e atuar neste setor ou em outros em que ninguém quer atuar, nem o governo nem instituições privadas do terceiro setor.  Aliás existe um leque enorme de atividades que o Movimento Circulista desenvolve, principalmente dentro da área de saúde, educação, artes, ensino profissionalizante e esporte, sem todavia jamais ter feito um encontro ou debate regional ou nacional entre essas atividades com a finalidade de fortalecê-las e aperfeiçoá-las.  É necessário que entre neste leque de atividades, que é muito importante, seja escolhida uma em que qualquer unidade circulista situada em qualquer parte do Brasil possa desenvolvê-la com o conhecimento e ou apoio da Federação e da Confederação, começando daí uma unidade de ação circulista.

A falta de recursos humanos e financeiros da CBTC tem retardado consideravelmente estas atividades.  A elaboração de um projeto político circulista voltado para as atividades citadas acima se torna preponderante.  Outros projetos de amplitude maior, macros, deverão ser elaborados visando abranger uma Federação ou uma região onde possam ser atingidas várias Federações de acordo com as suas vocações e especificidades regionais, sob a orientação e coordenação da CBTC com órgão central. Inicialmente estes projetos poderão ser trabalhados internamente e o seu financiamento poderá sair da reaplicação dos recursos oriundos da política de potencialização do patrimônio imobiliário.  E em assim sendo, o Movimento Circulista começará a revitalizar a sua finalidade como organização social da classe trabalhadora. 

A CBTC reestruturada, renovada, consolidada política e financeiramente readquire uma importância significativa no seio do Movimento Circulista, bem como no conjunto da classe trabalhadora como expressão da ação organizada, como por exemplo, deste setor social que não tem emprego, que estão na economia informal, que vivem excluídos e sem moradia.  As Centrais Sindicais e em especial os sindicatos não se ocupam e nem têm interesses nestes trabalhadores, mas apenas dos assalariados, o que é uma contradição.  Uma CBTC abrangente poderá entre o seu leque de atividades sociais, possuir como uma das suas diretrizes a ser alcançada após discussão nos três níveis institucionais a orientação deste setor.

O Movimento Circulista é uma organização extraordinária, afinal estamos falando de cento e quarenta e sete (147) Círculos Operários / Trabalhadores Cristãos, oito (8) Federações e da própria Organização Central - a CBTC.  O Movimento Circulista tem uma missão.  Qual seja, fortalecer as Federações e potencializar o seu patrimônio material e imaterial: o primeiro é consolidar-se política e financeiramente para daí poder atender através de projetos os pleitos oriundos das bases e, segundo, é a discussão e implantação de um Centro de Formação Circulista em Brasília, uma necessidade e uma das grandes reclamações de militantes circulistas veteranos.  Assim sendo, esta missão pela abrangência e pela responsabilidade, cabe à CBTC cumprir como órgão central do Movimento Circulista, a coordenação, orientação e assessoramento das demais organizações circulistas estaduais e indiretamente das suas bases e, diretamente, com dos Círculos Operários tidos como Confederados.  Círculo Confederado se dar quando no estado onde ele está localizado não existe Federação Circulista. 

Então, se a CBTC no seu conjunto organizativo, entender que precisa cumprir esta missão, necessariamente precisa de renovar-se: renovar no sentido de abrir-se para as novas idéias, novas tecnologias, novas maneiras de gestão em consonância com os órgãos públicos municipais, estaduais e federais para daí poder responder às demandas que atualmente impõe-se a todas as organizações de trabalhadores a partir do seu próprio estatuto, que deverá ser democrático, para facilitar a incorporação e participação de todos.

         No início dos anos sessenta o Movimento Circulista já começava a sofrer indiretamente, a concorrência de ações sociais protagonizadas pelo governo e pela igreja católica através da CNBB e para completar, é do conhecimento de todos, o regime militar atingiu o Movimento Circulista em cheio, quando estava no seu desenvolvimento pleno, no seu apogeu, em pouco tempo conseguiu desarticulá-lo.  Naquela época além da antiga CNCO – Confederação Nacional dos Círculos Operários com sede no bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, existiam também, 16 Federações e 408 Círculos Operários funcionando em quase todos os Estados brasileiros, perfazendo um total de 408.000 associados.  Desde a sua fundação até o início dos anos sessenta a CBTC trabalhou na formação de suas próprias lideranças e para outros segmentos da classe trabalhadora.  Foram anos áureos, mas não podemos viver apenas deste passado.

         O regime militar perdurou por vinte e um anos, praticamente uma geração.  As transformações na sociedade foram acontecendo de acordo com a orientação governamental apoiadas pelos grupos políticos de sustentação.  Somente a partir da metade do mandato do último governo militar que as discussões coletivas começaram a ressurgir em alguns setores da sociedade de forma mais contundente.  No meio circulista muitas organizações em especial os Círculos, aceitaram a orientação de “fingir-se de mortos” de tal forma que muitos morreram mesmo.  Desapareceram.

É importante que a CBTC para cumprir nestes novos tempos a sua missão, deverá articular-se internamente com as suas bases no sentido de conscientizá-los da necessidade de uma discussão atualizada do Movimento Circulista que envolva o seu papel na sociedade e nos movimentos sociais, bem como de uma nova maneira curricular na formação de quadros circulista.  E isto poderá ser alcançado através de um rígido processo de governança definido no estatuto, no trabalho em rede, e num sistema de comunicação central alimentado por todas as organizações circulistas.

Obviamente que todas as organizações circulistas teriam o livre acesso sobre mais diversos assuntos e/ou trabalhos desenvolvidos ou em desenvolvimento naquele momento na rede de comunicação nos três níveis.  Tal acessibilidade deverá acontecer sem prejudicar a formalidade hierárquica entre Círculo, Federação e Confederação.

         É importante também ressaltar que a CBTC nos últimos Congressos Nacionais Circulistas tem recebido contribuições e teses importantes e propostas importantes voltadas para assuntos eminentemente circulistas e de natureza interna.  Tal preocupação reflete o interesse dos representantes do corpo diretivo, das Federações e dos Círculos Operários mais envolvidos com a administração central interessados com a sua reestruturação, renovação e definição clara da sua razão de ser, da sua missão. 

Autor:
Antônio Rodrigues da Silva Filho

Presidente da CBTC

 
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6ª TESE - Uma CBTC, Objetiva e Democrática - Sr. Antonio Rodrigues - CBTC
 
7ª TESE - INSTÂNCIAS DE ORGANIZAÇÃO DO MOVIMENTO CIRCULISTA - FCORS
 
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7ª TESE - Instâncias de Organização do Movimento Circulista - FCORS
 
8ª TESE: SOBRE A PARTICIPAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS OU EMPREGADOS CIRCULISTAS NO MOVIMENTO CIRCULISTA
 

Os quarenta anos de isolamento dos círculos entre si, das federações e da confederação fez com que os círculos operários perdessem a sua identidade original, em termos de finalidade e de sentidos.  E, nesse processo de reconstrução de sentidos e finalidades, há uma diversidade de movimentos e de concepções.  Todavia, algo que aparece como evidente é que todos os círculos operários que se encontram num processo lúcido de reconstrução de sentidos e de finalidades estão optando claramente pela idéia de profissionalização dos trabalhos sociais.  Ou seja, aquelas idéias e práticas assistencialistas que eram pertinentes desde a sua fundação por práticas que profissionalizam estes trabalhos sociais.  E, dentro disso, está o propósito de  não mais fazer apenas trabalhos assistenciais ou assistencialistas, mas desenvolver ações que promovam a autonomia, a auto-emancipação dentro de uma idéia de cidadania ativa.

 Os círculos operários que estão experimentando este processo de atualização dos seus sentidos e finalidade, dentro da idéia de profissionalização dos trabalhos sociais, percebem claramente que não é possível profissionalizar através do trabalho voluntário ou de pessoas que são apenas caridosas.  Nada contra isso.  Mas, a profissionalização implica na contratação de pessoas com competência  profissional.  E esses profissionais contratados, com carteira assinada e remunerados, são formados, em geral, dentro da própria instituição circulista.  Por isso, muitas vezes são mais circulistas do que os próprios associados e diretores ou conselheiros. Por causa do trabalho que desempenham, vestem totalmente a camiseta do círculo operário e do movimento circulista.  E também por causa do trabalho que realizam, possuem um acumulado teórico prático de experiências que são fundamentais e indispensáveis no processo de desenvolvimento daquela instituição e do próprio movimento circulista. Elas precisam de espaços institucionais que propiciem a realização dessa contribuição ativa, como condição para o desenvolvimento institucional e do movimento circulista.

O que se precisa fazer para viabilizar esta contribuição é distinguir aquilo que é político.  Ou seja, não compete a esses profissionais, de modo algum, fazer e decidir políticas institucionais.  Mas compete a esses profissionais, primeiro, implementar as decisões políticas institucionais encaminhadas pelos diretores ou conselheiros e, segundo, contribuir com os debates, junto aos diversos coletivos, oferecendo subsídios para que os conselheiros e diretores possam, da melhor forma, fazer e decidir as políticas institucionais.  Tecnicamente é bem fácil de resolver esse assunto.  Pra fazer qualquer tipo de contribuição é preciso ter voz.  E, para fazer qualquer tipo de decisão, é preciso ter voto.  Assim, em todos os espaços têm apenas voz mas nunca voto.

Um círculo operário que ainda não está vivenciando este vivenciando este tipo de problema pode achar estranho alguém estar pautando este tipo de questão e pode até, num primeiro momento, nem concordar.  Mas, sempre que surgir o assunto acerca da profissionalização dos trabalhos, este aspecto sempre voltará à baila.  Sempre quando se fala em profissionalização se está falando da necessidade de desenvolver os trabalhos circulistas dentro da idéia de projetos tecnicamente elaborados, com justificativa, objetivos, metodologia, plano de ação, orçamento e resultados esperados, por exemplo.  Ao que se sabe, já existem círculos operários com sessenta ou mais trabalhadores contratados, com carteira assinada.  E, boa parte disso, depende de como o círculo operário consegue fazer re-investimentos econômicos e financeiros.  Ou melhor, de como ele dá conta de construir canis de captação de recursos financeiros.

Um círculo operário, com seu quadro de associados e diretores, que faz esta experiência, sente necessidade de ter mais junto de si, principalmente os funcionários com maior potencial de contribuição.  Isso é natural.  Embora sempre sabedoras que eles sempre apenas têm voz.  O voto cabe aos conselheiros e diretores e ao quadro de associados nas suas assembléias.  Um diretor ou conselheiro que não quer ter junto de si profissionais com maior capacidade para contribuir com insumos na construção das políticas institucionais não merece e não pode ser diretor e conselheiro.  E nem mesmo ser chamado de circulista.

Autor:
FCORS – Federação dos Círculos Operários do Rio Grande do Sul

 
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8ª TESE - Sobre a participação dos Funcionários ou Empregados Circulistas no Movimento Circulista - FCORS
 
9ª TESE DESENVOLVIMENTO LOCAL, PEDAGOGIA DE PROJETOS E TRABALHOS EM REDE
 

A idéia de desenvolvimento local, como uma concepção de desenvolvimento para os trabalhos circulistas, está no argumento de que cada círculo operário , na reconstrução dos seus sentidos e finalidades, precisa participar ativamente do desenvolvimento de sua comunidade.  Não mais como no início, isto é, com trabalhos assistencialistas, mas agora com projetos sociais de impacto em termos de construção de autonomia e de auto-emancipação dos indivíduos, dos coletivos e das comunidades.  A essência do conceito desenvolvimento local está em que é endógeno, isto é, o movimento acontece de dentro para fora e, por isso, promove a autonomia, a interdependência e a auto-emancipação de tudo e de todos.

Se alguém achar o movimento circulista deve optar pelo atual modelo de desenvolvimento, que é globalizante e excludente, precisa construir uma tese sobre isso, e trazer para o movimento circulista, que traga para o debate.  Ninguém deve ficar em cima do muro.

O objetivo principal da pedagogia de projetos é o de oferecer profissionalismo aos trabalhos dos círculos operários.  A pedagogia de projetos vai solicitar que cada círculo faça uma análise estrutural e conjuntural da sua realidade para poder identificar as áreas estratégicas com as quais pretende trabalhar.  Estratégica, significa escolher aquilo que trás maior contribuição para o desenvolvimento da comunidade.  A elaboração técnica do projeto, com justificativa, objetivos, plano de ação,cronograma, custos e resultados esperados deve ser apenas conseqüência da etapa anterior.  A parte essencial é a político-pedagógica, que é a anterior.  A técnica é conseqüência.

Quando cada círculo operário desenvolve projetos sociais e sistematiza esses projetos, ele começa a poder dialogar com os outros círculos a partir daquilo que ele faz, como alguém que tem o que dizer, como alguém que tem contribuição.  As redes começam assim.  Então, quando os círculos que trabalham em determinadas temáticas, assuntos ou áreas sociais se reúnem para compartilhar e evoluir a partir daquilo que cada um socializa, começa a se formar uma rede.  Formando redes é isso: é isso: que os círculos operários que trabalham com determinadas temáticas comecem a se reunir, a discutir as suas práticas e a formar, cada vez mais, projetos mais coletivos, formando redes.  Esses projetos mais coletivos acontecem a partir dos avanços teóricos, metodológicos dos próprios projetos.  É o nosso diferencial.

Muitos círculos operários do Rio Grande do Sul vêm participando do edital de projetos realizado pela FCORS.  Inclusive, com assessoria por parte da federação, para que os círculos aprendam a fazer projetos a partir das áreas sociais que eles escolhem como estratégicas, no sentido de contribuir com o desenvolvimento de sua comunidade.  Estamos já começando a praticar a pedagogia de projetos na ótica do desenvolvimento local; e o trabalho em rede.  Quando se experimenta, se percebe que isso veio para ficar.  A menos que alguém proponha algo melhor.

TEMÁTICA POLÍTICAS PÚBLICAS
Um pouco da história

O Serviço da Política Social no Brasil se organizou historicamente através das 2 políticas: A Pública e a Privada.

Políticas Públicas são instrumentos de intervenção que pode ser trabalhado no Sistema Paternalista -  (ainda vigente nos rigores estruturais do Estado).

  1. Getúlio Vargas – Foi o pai dos pobres.  Com o processo de industrialização do país trouxe a população do campo para as cidades e foi necessário a criação da legislação trabalhista.

 

  1. A Santa Casa de Misericórdia -  Foi o posto central da resolução dos problemas sociais no estado.  O atendimento era assim?  A Santa casa atendida com a contrapartida da “Fidelidade” (valores morais, higiênicos...).

Na verdade Políticas Sociais – É função moderna do estado capitalista.  Políticas sociais só existem dessa forma em sociedades que reconhecem as desigualdades geradas pelo seu modelo de desenvolvimento e só são implantados por governos comprometidos.
Hoje – Na política Social o serviço acontece de forma paliativa.  Na comunidade oferecemos o serviço e a família adere e dizemos que houve a participação da comunidade.  Isto é, continua a história do clientelismo.

A Política Social se constituiu ao longo do tempo como o Papel principal da Mulher do Prefeito.  Ou seja, o governo é o do clientelismo, do paternalismo. Logo a cultura que temos hoje de um modo geral, ainda é de 500 anos atrás.

O Império – foi o 1º momento de abertura no país com novas relações de poder.  Dom Pedro concede títulos de Doutores a médicos advogados e engenheiros.  Estes foram os responsáveis pelas reformas urbanas no país na relação de poder. O triste da história é que não forma os PROFESSORES que receberam o título de Doutores.  Não estavam na lógica de relações de poder.
A partir de 1988 -  Com a Constituição Federal -  A nossa Carta Magna – o estado é responsável pela composição das Políticas Sociais na Contribuição Social e na Proteção Social.

Falta ainda um projeto de desenvolvimento Social.

A solidariedade está nos pobres.  Os ricos não são solidários.  As riquezas do Brasil se concentram nas mãos de poucos, pois diminui o número de famílias ricas.  A explicação está no casamento entre estes – juntaram as riquezas.

O problema da pobreza não se resolve somente com a política social;

Condição do sujeito se desenvolver plenamente.

Desde 1988 – 1989 – 1993 – vivemos uma grande disputa entre a prática e o legal constituído, necessitando o reordenamento.

A Lei Orgânica – SUAS e SUA – chegaram para romper com o individualismo, o paternalismo, reforçando a AUTONOMIA, a EMANCIPAÇÃO.  Como exemplo desta autonomia temos aí a geração de renda – é o acesso a renda.  Importante sempre discutir-se a ótica.  A geração de renda articulou-se com todas as outras políticas.

A Descentralização da Assistência Social – Temos muita dificuldade de trabalhar com o conceito “público”.

O Orçamento é público.  A lógica hoje é o custo.  Cada um de nós deveria olhar o que o nosso município recebe.  Dar transparência aos recursos públicos:

- Ver a soma dos Serviços
- Que tipo de Serviços temos?

Por longo tempo trabalhamos com a ótica da Caridade.

É necessário lutar por muitos recursos para oferecer qualidade ao usuário dos Serviços, porque ele vai competir com o mercado de trabalho.

Ele precisa se instrumentalizar, e o papel das políticas públicas é potencializar o sujeito no sentido de fazê-lo conhecedor da legislação do Brasil.

O tripé da Seguridade Social é: Saúde, Previdência e Assistência Social.

A idéia do neo-liberalismo não trabalhas com a política do Direito.

Neoliberal – é a liberdade de troca.  O liberalismo confundiu isso.

O ONU foi criada após busca incessante de pactuação pelo fim das guerras, que em nada acrescentou.

A pobreza é sinal de gente subversiva. Na lógica dos EUA, criação dos presídios.

Foi AC Constituição de 1988 que mobilizou o país inteiro com abaixo-assinados.  Ela é produto de grande repressão, grande movimento social brasileiro.

Há 3 possibilidades com dificuldades:

  1. A descontinuidade política nos programas sociais. Tratar do grupo familiar.  Resgate dela como laço e que a unificação de forças traz a superação.

  1. A gratuidade no acesso.  Na efetivação – nós é quem pagamos a assistência, a saúde.

  1. Os recursos – Olhar o orçamento:

- Fundo da criança
- Fundo da assistência.

Singularidade – A gente homogeniza as coisas.  O espaço da singularidade.  Como casa indivíduo reage a cada situação.

O conceito – Tem 2 coisas:
O cliente – Está ligado ao mercado.
O usuário – É o sujeito que usufrui do serviço.
O cidadão – Diz-se que ele é cidadão.  No entanto tratamos ele como cliente.

Devemos rever nossos atos.  Democracia é isso.  Devemos recuperar a Educação popular – ela é propulsora da verdadeira cidadania.

O Brasil tem uma história personalista.

O SISTEMA DE GARANTIA DE DIREITOS

Adultocentrismo – Promoção
Defesa
Controle Social

O sistema de Garantia de Direitos e sua ordem legal:

1º A convenção dos Direitos da Criança

2º A Constituição de 1988 – Artigo 227

3º O ECA em 1990 (nem risco, nem vulnerabilidade)

4º A Lei Orgânica da Assistência Social de 1993.

A partir de sua criação – deixa de ser Assistencialista.

Nas nossas práticas – devemos rever se estamos tutelando ou promovendo o processo emancipatório.

Assim a Legislação regulamentada deve potencializar a operacionalização.  Porque Direito Fundamental é Direito Humano.

CRASCentro de Referência da Assistência Social.

É o sistema estratégico que articula os diversos sistemas operacionais para garantir a proteção integral.

REDE – É a articulação e integração e intervenção das Instâncias públicas governamentais e da Sociedade Civil, na efetivação dos direitos humanos da criança, do adolescente, do jovem e da família como um todo.

REDE – Também pode ser a definição de fluxo.  A partilha de recurso.

A DEFESA – O CONTROLE – E A PROMOÇÃO da efetivação do SGD

Tem papel fundamental na:
- garantia do acesso à justiça
- recurso à instâncias públicas
- mecanismos jurídicos de proteção legal
- garantia da impositividade e da exigibilidade dos direitos

Quem faz:
- O Poder Judiciário
- O Ministério Público
- A Defensoria Pública
- A Segurança Pública
- Os Conselhos Tutelares
- As Ouvidorias
- As Entidades Sociais de Defesa dos Direitos.

A Promoção da Política de atendimento, de proteção – Tem caráter transversal e intersetorial, para a satisfação das necessidades básicas.  A participação é popular na descentralização.

O Controle é exercido através dos Conselhos de Direitos.

Devemos nos perguntar se estão sendo contemplados nos Sistemas do:
SUAS –SUA – PNEnfrentamento a Violência.

Os autores que discutem Políticas Públicas buscam sempre o autor do livro – “Somos aquilo que somos numa relação com o outro generalizado” – George Hubert Smith.

Autor:
FCORS – Federação dos Círculos Operários do Rio Grande do Sul

 
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9ª TESE - Desenvolvimento Local Pedagogia de Projetos - FCORS